Sinto-me como se estivesse a deixar a vida passar diante dos meus olhos, sem no entanto tocá-la, sem nunca olhá-la. É esta exaustão, esta exaustão que sinto, esta exaustão que me prende os sentidos, os movimentos, o pensamento. É esta exaustão que me sustém, já não conheço outra realidade. Não me deixa ver para além dela, e dói. Saber que queria fazer mais do que arrastar-me pelo tempo, mas o cansaço sente-se até nas pontas dos dedos, e dói. Viver mundos, respirar saudades, e não tocar em nada. Respiro tudo menos serenidade, tudo menos o descanso que vem com uma vida menos ocupada. Tenho a mente cheia de tudo, e ao mesmo tempo cheia de nada. É tanto peso nos ombros que levito no ar. Preciso de uma pausa, preciso de um escape, de uma realidade que não seja esta. Preciso que acabe, antes que seja o meu ser a acabar.
domingo, 27 de novembro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Sometimes It's Hard
Hoje em dia as coisas são diferentes. Na maior parte do tempo já não habitas a minha consciência. Aprendi, nestes últimos meses, a viver sozinha de novo. Segui em frente com a minha vida. Tudo isto são processos que dou por terminados: já aprendi, já segui. Aprendi a viver sem ti mas isso não significa, de forma nenhuma, que tenha deixado de te amar. Pelo contrário. Por vezes sinto que te amo ainda na mesma medida em que sempre te amei. E não há pior sensação que aquela de perceber que a nossa vida continua sem aquela pessoa mais do nosso lado. É um vazio enorme. É um verdadeiro luto, pois neste a nossa vida volta, eventualmente, ao normal, ao mesmo tempo que continuamos a sentir saudades daquela pessoa que nunca mais vai voltar.
Embora penses precisamente o contrário, e apesar de todas as coisas que me fizeste...
Não há ninguém que queria que tivesse resultado mais do que eu.
Eu não queria, porque dói, mas ainda te amo como sempre o fiz, T.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
You're an absolute monster.
You're the worst person I've ever met.
So why do I still fucking love you?
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
A Arte de (não mais) Ser
Por vezes sinto falta de querer ser mais, muito embora me sinta muito mais feliz por estar bem com aquilo que sou.
Queria sempre ser mais pelos outros, nunca por mim. Aprendi a sê-lo sempre pelos outros, e agora não consigo sê-lo por mim - mesmo querendo.
Os motivos eram os errados. Mas o caminho era satisfatório. Encontrei-me noutro trilho e por vezes sinto-me perdida.
terça-feira, 19 de abril de 2016
(Would be) a Year
We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year. Two completely lost souls.
domingo, 17 de abril de 2016
A mente de-mente.
Um emaranhado de palpitações, pensamentos que me fogem das mãos a cada instante. Eu tento. Eu tento ordenar as coisas da melhor forma possível mas há teimas que custam a tirar. Doenças que custam a curar. O principal é isso, a cura, difícil cura. A cura de quem não cresceu normativamente, de quem se tornou naquilo que a vida moldou. A minha força é o meu orgulho. A vontade de ser mais que aquilo que me fazem ser, cá dentro. Não sei quem "eles" são e não os considero inimigos por estarem dentro de mim. Mas também me recuso a criar laços, não gosto da profundidade da nossa relação. Aprenderei. Prometo, aprenderei a calá-los. A transformar o silêncio ensurdecedor numa harmonia. Prometo.
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